Por que o governo ainda está tão distante da academia?

Qual o potencial de ganhos que uma parceria forte entre governo e academia poderia trazer para ambos os lados? O governo diariamente se depara com novos desafios, projetos e ideias que não tem condições de implementar, por falta de recursos humanos e/ou financeiros. Do outro lado, nossas universidades estão repletas de alunos e professores que semestralmente desenvolvem inúmeros projetos e pesquisas que em sua grande maioria não agregam valor à sociedade, nem ao mundo em que vivemos.

Lembro de vários projetos desenvolvidos por mim e por minha turma de faculdade do Curso de Ciência da Computação, no Centro de Informática de Pernambuco, que simplesmente não foram aproveitados para nada. Falo de softwares, modelagens, projetos de interfaces gráficas, análises, diagramas de UML, entre tantas outras coisas. Hoje, como servidor do Estado de Pernambuco, vejo que tamanho esforço poderia ser muito bem aproveitado em projetos do governo.

Que tal se o governo fizesse uma parceria com as universidades de forma que, onde fosse possível, os projetos e trabalhos dos cursos de graduação, mestrados e doutorados fossem desenvolvidos com o fim de atender a problemas e oportunidades de melhoria do mundo real, através do governo? Disciplinas de modelagem de interface gráficas poderiam usar sites de governo como foco, apontando onde podem ser melhorados. Disciplinas de construção de softwares poderiam atacar necessidades reais do governo, criando de uma só vez inúmeros produtos que poderiam ser utilizados na prática e que poderiam ser melhorados por turmas posteriores. Disciplinas de modelagem de processos poderiam identificar e modelar os processos dos órgão governamentais. Prédios públicos poderiam ser estudados em projetos de arquitetura, visando torná-los mais verdes. Estudantes de jornalismo poderiam criar noticiários de programas de governo. Enfim, é infinita a quantidade de oportunidades possíveis.

Tal parceria seria importante para a Universidade também, pois os alunos se sentiriam mais motivados ao perceberem que seus projetos ou trabalhos poderiam ser utilizados na melhoraria de problemas reais de governo. Além disso, os melhores trabalhos poderiam ser premiados, tornando-se fontes de marketing para as universidades. Em tempos de falta de recursos humanos no governo, uma iniciativa como essa seria de grande valia, visto que demandaria um investimento baixíssimo.

Os estudantes ainda poderiam ser incentivados a utilizarem ferramentas colaborativas na web de forma que qualquer pessoa pudesse contribuir e acompanhar o desenvolvimento do trabalho. Tecnologia para isso, temos de sobra.

O que seria necessário para acontecer? Creio que força de vontade de ambas as partes; uma maior abertura e transparência do governo, de forma que estudantes possam obter as informações necessárias para desenvolverem seus projetos/trabalhos; comprometimento do governo dedicanado parte da carga horária diária de seus empregados ao apoio dos projetos/trabalhos; comprometimento de professores e coordenadores de cursos com a iniciativa.

Com certeza, essa não é uma ideia nova e deve ter sido implementada em vários lugares pelo mundo, mas sei que o Brasil como um todo ainda precisa evoluir muito nessa direção. Quem vai dar o primeiro passo? Fica a questão.

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III Simpósio Gestão Pública e TI: Uma reflexão

Terminou hoje o III Simpósio de Gestão Pública e TI do Governo do Estado de Pernambuco, promovido pela ATI. Saio de lá satisfeito com a qualidade do evento e das palestras e ainda mais estimulado a continuar minha luta para melhorar a forma que o governo utiliza tecnologia da informação.

Alguns detalhes podem melhorar, como em qualquer evento. O ar-condicionado estava ineficiente hoje e eficiente demais ontem, algumas palestras de fornecedores poderiam ter sido melhor trabalhadas para agregar mais valor, outras palestras foram prejudicadas pelo pouco tempo disponível, um intervalo mínimo de 5 minutos precisa ser considerado na grade entre as palestras, alguns palestrantes poderiam ter mais cuidado na preparação gráfica de suas apresentações, não havia disponibilização de rede sem fio dentro dos auditórios de forma a estimular a colaboração entre os participantes e entre esses e terceiros através das redes sociais e faltou reservar tempo para que a plateia participasse mais através de perguntas. Nada que ofusque, no entanto, o sucesso do evento diante da qualidade das palestras, dos novos contatos criados e das discussões originadas a partir dos temas abordados.

Como destaques entre os temas, considero os seguintes:

  • RIC – Registro Único de Identificação Civil, que desde já nos alerta ao fato de que quando estiver massificado, junto com as inúmeras possibilidades de novas soluções e serviços ao cidadão virá uma enorme cobrança da sociedade por esses serviços e o governo precisa urgentemente começar a se preparar para isso. É imprescindível o debate aberto com a sociedade, academia e iniciativa privada, visando definir qual o papel de cada parte nos projetos que hão de vir nos próximos anos. Só uma certeza, o governo sozinho não conseguirá suprir a demanda por novos serviços, parcerias serão obrigatórias.
  • A Copa 2014 criará oportunidades únicas para se divulgar Pernambuco e para atrair investimentos, tanto privados, quanto públicos. A tecnologia da informação tem caráter importantíssimo e se não formos rápidos veremos o bonde passar. Precisamos unir os conhecimentos, ideias e competências para fazer com que o resultado seja o maior possível, aproveitando o fato de que este é um projeto que todos se sentem motivados a contribuir.
  • Open Data ou Dados Abertos já é uma realidade e a ATI precisa começar a se mover para propagar a ideia e fazer com que o Governo de Pernambuco seja pioneiro também nesta iniciativa.
  • A Patrícia Peck, em sua excelente palestra, nos mostrou como ainda somos despreparados em relação ao conhecimento da legislação que nos rodeia, precisamos correr atrás disso, tanto pessoalmente como institucionalmente.
  • A IN-04 precisa urgentemente se tornar padrão em todo o governo e precisamos nos aproximar muito mais das iniciativas do Governo Federal, colaborar com eles e com os outros estados para melhorar a qualidade de nossas contratações de TIC.
  • Por último, mais uma vez, percebemos que redes sociais é um tema sério e estratégico e a ATI ainda não acordou. Precisamos recuperar o tempo perdido o mais rápido possível.

O que me deixa satisfeito é ver que, para nós que somos ATI, quase não houve novidades nos temas abordados no simpósio. Não pela falta de qualidade das palestras, mas principalmente porque o nível de qualificação dos profissionais que fazem a ATI é muito bom. Fruto da competência de cada um e da política de capacitação da empresa. Ao mesmo tempo, ainda fica no ar o sentimento de que poderíamos ter feito muito mais ao longo dos últimos quatro anos se houvesse um ambiente mais favorável para projetos estratégicos e de inovação. Pecamos em comunicação, em falta de trabalho em equipe, em desmotivação do quadro funcional, em integração, em excessiva hierarquização e pela fuga de colegas. A ATI, no entanto, vem mudando e crescendo, tornando-se mais competente no que faz na maioria de seus processos e projetos e isso nos faz imaginar um futuro muito mais promissor.

Concluindo, só gostaria de parabenizar a todos os colegas que de alguma forma se dedicaram à realização do evento, em especial aos colegas da GRG e aos colegas palestrantes. Tenho orgulho de trabalhar com vocês, de saber que são profissionais responsáveis e que não medem esforços para tornar o seu trabalho o mais eficaz e eficiente possível. E convoco-os a não deixar que os debates morram, continuemos na busca pelo conhecimento, sem dúvida, o bem mais precioso que possuímos.

Política de uso do Microblog da ATI

No último post da série sobre a implantação do Microblog da ATI iremos abordar a política de uso da ferramenta. Toda solução baseada na participação de uma comunidade deve ter objetivos claros e uma política de uso definindo regras que visem manter a qualidade das informações que circulam pela solução e evitar excessos por parte dos usuários. Desta forma, abaixo encontra-se a versão inicial da política de uso do microblog da ATI que será disponibilizada para críticas e sugestões de todos.

Como devo utilizar o microblog da ATI?

1. Política de uso de tags (palavras chave):

  • Cada projeto deve ter uma tag específica e deve iniciar sempre com “Projeto” (#ProjetoMaeCoruja, #ProjetoMinhaCasaMinhaVida, #ProjetoGestaoPorCompetencias, etc).
  • Cada tema de interesse da empresa deve ter uma tag específica (Ex: #Planejamento, #BPM, #NSIs, #Segurança, #BusinessIntelligence, #GestaoConhecimento, #GestaoPessoas, etc).

2. Papel dos gerentes/líderes:

É de suma importância a participação dos gerentes ou líderes no microblog, visto que:

  • Deve ser o primeiro interessado nos resultados a serem atingidos com a utilização da ferramenta.
  • O interesse em suas mensagens, notícias e avisos é maior que nas dos demais usuários.
  • Deve dar exemplo aos demais participantes, mostrando que considera importante o uso da ferramenta.
  • Deve cobrar a participação de suas equipes.

3. Papel dos demais funcionários:

  • A maioria dos gerentes de projeto da ATI estão inclusos nesta categoria, portanto são os principais participantes, os que devem utilizar a ferramenta com mais frequência.
  • Devem estar cientes dos ganhos que a ferramenta poderá trazer, tanto para seu próprio trabalho, quanto para a instituição como um todo.
  • Devem procurar participar dos debates que porventura possam surgir no ambiente.
  • Devem contribuir sempre que possível aos posts dos demais usuários.
  • Devem divulgar aos demais os possíveis ganhos e a importância da ferramenta, convocando-os a participarem.
  • Perfis devem ser preenchidos com o máximo de informações possíveis, a fim de facilitar a busca por usuários. Fotos auxiliam na identificação do usuário, visto que as pessoas memorizam fisionomias mais facilmente que nomes próprios.

4. O que devo postar?

  • Informações sobre projetos, de forma que outros usuários possam acompanhar o andamento do projeto.
  • Informações sobre suas atividades diárias (o que você está fazendo no trabalho).
  • Notícias internas (utilizar tag #NoticiaInterna).
  • Notícias externas de interesse da organização (utilizar tag #NoticiaExterna).
  • Assuntos relacionados com a missão da organização.
  • Posts de blog pessoal, caso o usuário possua algum (utilizar tag #Blog).
  • Lições aprendidas em projetos ou atividades diárias do usuário (utilizar tag #Licao).
  • Ideias que visam melhorar algum projeto ou processo da ATI (utilizar tag #Ideia).

5. O que não devo postar?

  • Informações confidenciais ou restritas.
  • Assuntos ou notícias fora do interesse da organização.
  • Assuntos particulares.
  • Ofensas ou ataques pessoais.
  • Qualquer assunto que possa causar constrangimento a outra pessoa.
  • Pornografia.
  • Pirataria.

6. Riscos:

  • Língua inglesa: a interface do Presently ainda não está disponível em Português, o que pode representar uma barreira para sua utilização. Medida: treinamento dos usuários que não têm facilidade com a língua inglesa.
  • Falta de comprometimento dos usuários. Medida: exemplo e cobrança por parte dos líderes, campanha de marketing de entusiastas, apoio das pessoas que utilizam o Twitter com frequencia e ativação dos e-mails de lembrete.
  • Falta de familiaridade com microbloggings. Medida: treinamento dos usuários.

Como escolhemos nossa ferramenta de Microblogging

Após mostrarmos os motivos para se utilizar um microblog corporativo, iremos falar hoje sobre como foi realizada a definição da ferramenta a ser utilizada na ATI.

O processo de escolha do microblog da ATI foi iniciado no início deste ano, quando começamos a testar entre alguns poucos usuários assíduos do Twitter uma ferramenta chamada Yammer, que é a solução de microblog corporativo online mais conhecida atualmente. De início, a ferramenta atendeu a nossas expectativas e chegou a ser utilizada com certa frequencia por esses usuários iniciais e mesmo que seu uso tenha esfriado após alguns meses, ficamos satisfeitos com o resultado, pois sabíamos que é necessário todo um planejamento para a implantação de uma ferramenta corporativa como esta. No último mês, finalmente resolvemos iniciar esse planejamento para a implantação definitiva começando pela definição dos requisitos para o microblog pretendido. A solução deveria:

  • Ser free, pois trata-se de um projeto experimental e não estamos dispostos a investir sem antes termos a certeza que teremos retorno, sem falar no princípio de economicidade para o governo.
  • Ser ilimitada em relação ao número de usuários.
  • Dar suporte à criação de subgrupos de usuários.
  • Dar total condições para o administrador da solução gerenciar a comunidade.
  • Possuir boa performance.
  • Dar suporte à integração com ferramentas de ECM.
  • Garantir que toda a informação postada na comunidade pertença legalmente à ATI e não possa ser utilizada sem autorização.
  • Utilizar todas as políticas de segurança para aplicações hospedadas online.
  • Caso seja de interesse da ATI, que futuramente possa ser hospedada “behind the firewall”, ou seja, em seu próprio data center.

Foi neste momento que identificamos as limitações do Yammer: sua versão free não possibilita as funções mais básicas de administração da comunidade, como por exemplo a administração dos usuários. Com isso, apesar do Yammer ter sido inicialmente aprovado pelos usuários, fomos obrigados a descartá-lo como solução definitiva para a ATI. Sabemos que há um risco de não ter ficado claro para todos que o Yammer era apenas uma experiência e que possa haver alguma resistência de alguns usuários em utilizar outra ferramenta, mas estamos trabalhando para evitar isso ao máximo.

Neste ponto, tínhamos que buscar outra solução que se adequasse melhor às nossas necessidades. Avaliamos ao todo 17 ferramentas, além do Yammer. O resultado das avaliações foi o seguinte:

Finalmente ficamos entre quatro soluções: Obayoo, Socialcast, Present.ly e a versão online da Status.net. Ao testarmos cada uma na prática vimos que:

  • A Status.net possui tradução para português, mas a política de privacidade da ferramenta afirma que o conteúdo postado online pode ser acessado e utilizado por terceiros, do jeito que bem entenderem, o que convenhamos não é de nosso interesse.
  • A Obayoo atendia à maioria de nossos requisitos, mas a performance deixou muito a desejar. Questionada por e-mail, a empresa responsável afirmou que os servidores estavam lentos devido ao serviço free que ofereciam e que em breve estariam oferecendo um serviço premium pago mais rápido, ou seja, descartada também.
  • A Socialcast parecia uma forte candidata a ser escolhida até que, ao solicitarmos a administração da comunidade criada, requisitou um número de cartão de crédito para garantir a autenticidade do usuário. Ora, se a solução é free, por que requisitar um número de cartão de crédito? Não há outras formas de garantir a autenticidade do administrador da comunidade? Quem já teve problemas com cobranças internacionais indevidas em cartão de crédito sabe que a chance de informarmos tais dados são nulas.
  • Por fim, a Present.ly atendeu todas as nossas necessidades além de alguns mimos como integração com Twitter, API com acesso restrito, possibilidade de customização básica da interface, associação de mais de um domínio de email à comunidade (o que possibilita que futuramente outros órgãos possam aderir) e integração com Sharepoint. A interface também é amigável.

A Present.ly, portanto, foi a escolhida. O único problema é ainda não possuir tradução para português, mas esperamos que esse problema possa ser superado com o mini-tutorial que iremos disponibilizar e através de treinamentos para os usuários não familiarizados com a língua inglesa. Estamos preparando os últimos detalhes para lançarmos a solução. Um concurso para a escolha do nome deverá ser realizado entre os funcionários da ATI. Espero que a solução desperte o interesse de todos e que principalmente os gerentes consigam visualizar os ganhos que podem ter, tornando-se entusiastas da solução. O resultado da implantação eu informo em alguns meses. Uma política de uso será disponibilizada a todos e será tema do próximo post aqui no blog. Até lá.

Por que sua empresa deve utilizar um “twitter” corporativo?

Abordamos no post passado o advento do Twitter e por que microblogging vem se tornando uma das ferramentas de comunicação de maior sucesso. Vimos também que esse tipo de ferramenta está sendo usado internamente pelas organizações e que a ATI também está prestes a implantar oficialmente seu ambiente de microblog. A seguir, veremos os possíveis ganhos com a utilização de uma solução de microblog corporativo.

1. Por que a ATI deve utilizar um microblog?

No caso da ATI, identificamos as seguintes vantagens que poderemos atingir com a utilização de uma ferramenta de microblogging corporativo:

  • Melhoria da Comunicação Interna: microblogs permitem uma comunicação mais aberta que e-mails e chats, que são as ferramentas mais utilizadas pelos funcionários da ATI para comunicação online, pois as mensagens em e-mails e chats são privadas, ficam restritas aos poucos destinatários daquela mensagem específica, não permitindo que os demais funcionários da organização possam participar e enriquecer o debate. Microblogs expandem a audiência a todos os funcionários, permitindo que informações circulem mais ágil e fácil pela organização.
  • Adoção: microblogs são geralmente mais facilmente adotados pelos usuários que blogs (demanda mais tempo, exige textos mais complexos e relevantes) e wikis (comandos mais complexos).
  • Notícias: microblogs facilitam o compartilhamento de notícias internas e externas que são de interesse da organização.
  • Projetos: você sabe quais são e em que pé andam os projetos que estão acontecendo em sua organização, até mesmo em sua gerência? Através de microblogs, notícias e atualizações sobre os projetos da ATI poderão ser compartilhadas internamente de forma que outros funcionários, além de estarem atualizados sobre o que está acontecendo na organização, podem contribuir com os projetos.
  • Idéias e lições aprendidas: microblogs podem ser utilizados para compartilhar ideias em geral de algum funcionário para melhoria da organização e lições aprendidas em projetos ou atividades diárias.
  • Especialistas: a utilização da ferramenta enfatiza os funcionários especialistas nas diversas áreas em que a organização atua, pois estes tendem a comentar, postar notícias, informações e outras mensagens relacionadas com a área. Além disso, facilita o acesso a esses especialistas.
  • Repositório de conhecimento: após um certo período, a utilização da ferramenta irá gerar um repositório de conhecimento a respeito das diversas áreas de atuação da organização. Esse repositório estará disponível para utilização de toda a organização e não será perdido com a desativação do usuário, como acontece com e-mails e chats atualmente na ATI.
  • Tráfico de e-mail: é um fator que tende a diminuir após uma adoção em massa do microblog.
  • Avaliação de desempenho: finalmente, a adoção da ferramenta pela ATI poderá auxiliar numa futura avaliação de desempenho, visto que numa avaliação 360° os funcionários avaliam uns aos outros e as informações (principalmente sobre os projetos) disponíveis no microblog podem auxiliar nessa tarefa.

Esse obviamente é o caso específico da ATI. Uma outra organização terá seus objetivos, ganhos e riscos próprios. Você conhece outra organização que esteja com um projeto semelhante e visualiza outras vantagens na utilização de microblogs corporativos? Compartilha conosco. No próximo post abordaremos o processo de escolha da ferramenta que será implantada na ATI. Até lá.

Um boteco chamado Twitter e o que isso tem a ver com o Gov. de PE

Uma das ferramentas de redes sociais de maior sucesso ultimamente é o Twitter. É uma ferramenta relativamente simples, baseada em mensagens curtas de 140 caracteres (por isso “microblog”) postadas pelos usuários, direcionadas a seus followers (“seguidores”), mas disponíveis a quaisquer internautas. A princípio, um usuário pode “seguir” qualquer outro. De início, o Twitter convocava seus usuários a responderem à pergunta “O que você está fazendo agora?” (atualmente, a pergunta foi mudada para “O que está acontecendo?”). Apesar da simplicidade e aparentemente inutilidade para algumas pessoas, o Twitter teve um crescimento de 1500% no número de usuários nos últimos 3 anos, atingindo a marca de 105 milhões de usuários e com uma média de 300 mil novos por dia. Além disso, são postadas 55 milhões de mensagens diariamente. É a rede social preferida por muitos artistas (e obviamente seus fãs), políticos (até o Hugo Chaves está por lá – @chavezcandanga, sem falar em todos os presidenciáveis do Brasil – @joseserra_, @dilmabr, @silva_marina – e boa parte dos nossos parlamentares), empresas que procuram estreitar o relacionamento com os clientes, governos que buscam se aproximar dos cidadãos e profissionais em geral.

Qual o motivo desse sucesso todo?

  • Primeiramente, a possibilidade de um relacionamento mais próximo entre o público em geral e pessoas que se destacam na sociedade, como famosos e políticos. No Twitter, estes parecem mais autênticos, mais humanos, mais comuns, menos maquiados. Conseguimos acompanhar seus cotidianos, o que pensam e como agem, sem o intermédio de acessores de imprensa (obviamente, há exceções). É como se fossem quase que amigos (ou como diria o “tio” William Bonner – @realwbonner: “sobrinhos”).
  • Em segundo lugar, o networking entre profissionais é fascinante (e esse é o principal motivo de eu ter me encantado pela ferramenta). No Twitter, posso seguir quase todos os principais especialistas do mundo em minha área de atuação profissional (Gestão do Conhecimento, ECM, Redes Sociais, Governo 2.0, Enterprise 2.0, etc). A partir dos profissionais mais destacados que eu conhecia antes de entrar no Twitter pude encontrar outros profissionais tão especialistas quanto. Todos postam a todo tempo notícias instantâneas sobre o que está acontecendo de mais importante e inovador no mundo de negócios do qual participo. Mantenho-me atualizado através do Twitter como não poderia me manter de nenhuma outra forma a partir dos maiores especialistas no assunto.
  • Em terceiro lugar, o Twitter está sendo usado por inúmeros governos para criar um canal de comunicação de via dupla com o cidadão. Os cidadãos recebem informações do governo e de seus órgãos e ao mesmo tempo podem enviar sugestões, informações, dúvidas e críticas. Os governos que utilizam a ferramenta da forma correta já estão antenados para o fato de que um relacionamento mais estreito com o cidadão só traz benefícios a todos os envolvidos. Exemplos em Pernambuco: @governope, @fundarpe, @pe_na_copa, @Recife_PE.
  • Por último, ainda tenho o brinde de poder me comunicar de maneira ágil com amigos, colegas de trabalho, marcas sobre as quais tenho algum interesse e diversas agências de notícias sobre inúmeros assuntos.

Infográfico comparando o crescimento do Twitter e do Facebook

A comunicação no Twitter (e em qualquer outra ferramenta de microblogging) acontece de forma simples, instantânea, espontânea, ágil e com o potencial de atingir um grande grupo de pessoas de uma só vez. Como costuma afirmar o prof. Silvio Meira (@srlm), é um grande boteco online, formado por enormes mesas redondas onde rolam conversas de todos os tipos e das quais podemos participar livremente, como expectadores ou participantes. O sucesso atingido pelo Twitter não foi por acaso, tanto é que já foi copiado pelo Google, com seu Google Buzz vinculado ao GMail, pelo Orkut, Facebook, Linked In, etc. O microblog estabeleceu uma nova forma de se comunicar que provou ser eficiente na prática. E, como não poderia ser diferente, despertou o interesse das organizações que enxergaram um enorme potencial na utilização de ferramentas de microblogging a fim de gerar melhorias em seus processos de comunicação interna. Existem hoje, no mercado, inúmeras soluções de microblogging corporativo e uma delas está prestes a ser implantada na ATI – Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Governo do Estado de Pernambuco de forma experimental. Como foi feito o processo de escolha da ferramenta e outras informações sobre o projeto no próximo post. Até lá.

Sai Pernambuco 2.0, entra Servidor 2.0

Como a ideia deste blog é tratar de temas não restritos a uma região específica, resolvi mudar seu título. Sai Pernambuco 2.0, entra Servidor 2.0. Continuarei postando sobre temas relacionados a Pernambuco, visto que trata-se de meu Estado tão querido e em cujo Governo trabalho. “Servidor 2.0”, além de ser um título mais universal, tem mais haver comigo, pois me considero um servidor público que a cada dia tenta se tornar mais “2.0”, e denota bem a ideia que esse blog quer fazer refletir: a relação entre Governo, Cidadão e Servidores Públicos através da utilização das mais novas tecnologias, como redes sociais.


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